O toque tem múltiplas funções, pode servir para fazer notar a presença de alguém, para cumprimentar, chamar a atenção, confortar… toda a vivência humana está profundamente associada ao toque como forma de comunicação.
O toque foi uma das primeiras terapêuticas descoberta pelo ser humano. Os estudos científicos demonstram que a estimulação pelo toque é necessária para o nosso bem-estar, quer físico, quer emocional. Ele origina alterações e sensações que influenciam a forma de estar do ser humano. Tendo como suporte esta constatação, faz todo o sentido que o “tocar” possa ser utilizado como terapia complementar.
Toque Terapêutico é uma abordagem contemporânea de várias práticas ancestrais de cura; é uma técnica contemporânea de terapia complementar desenvolvida na década de 70. É um excelente meio não invasivo, baseado na concepção de que o ser humano possui um campo de energia abundante, que pode estender-se além da pele e flui em determinados padrões que se querem equilibrados. Consiste num "toque sem toque”, uma vez que não há obrigatoriamente o toque do terapeuta directamente sobre a pele do doente/paciente. Pretende-se, aqui, “a sintonia com o campo de cura universal, procurando agir como um instrumento de influência de cura e usando a sensibilidade das mãos para focalizar e direccionar o processo de intervenção” (IOWA Intervention Project, Nursing Interventions Classification).
Esta técnica é utilizada há décadas, por enfermeiros no Canadá, como complemento da terapia ou tratamento utilizado nos doentes, nomeadamente no alívio da dor, diminuição da ansiedade e promoção do relaxamento. É conhecido como “imposição de mãos” e envolve o reequilíbrio do campo de energia humana presente à volta de cada um de nós, mas não se trata de um procedimento misterioso, apesar de nem sempre ser uma prática simples. É um processo intencional de repadronização do campo energético humano durante o qual o terapeuta usa as mãos para dirigir ou harmonizar o campo energético com fins terapêuticos.
Nesta prática o profissional actua como um elemento facilitador nas energias vitais do indivíduo, conduzindo de forma determinada a energia, preenchendo ou restabelecendo aquelas nas quais a energia se encontra diminuída ou mesmo ausente. O terapeuta concentra a sua atenção e sensibilidade nas mãos, para utilizá-las com conhecimento e, deste modo, determinar o diagnóstico do campo energético do doente. Nesta etapa, é exigida uma extrema disciplina e auto-controle por parte do terapeuta. Posteriormente, o terapeuta percorre o campo energético do doente, palpando-o com as mãos e, à medida que capta as sensações emitidas pelo campo energético do doente/paciente, faz o diagnóstico das alterações. Então, o terapeuta procura restabelecer o campo energético do paciente com o padrão mais homogéneo possível, como um todo. Geralmente as mãos do terapeuta aquecem neste procedimento e os doentes relatam sentir um forte calor, como se lhes fosse aplicado um saco de água quente. Nem sempre é possível restabelecer totalmente o campo energético do doente de forma a deixá-lo totalmente desbloqueado e homogéneo numa única sessão; por vezes é necessário esperar por uma outra sessão para restabelecer áreas de difícil tratamento.
Longos anos de pesquisa e experiência clínica demonstraram que o Toque Terapêutico promove o relaxamento, diminui a ansiedade, altera a percepção que o doente tem em relação à dor e facilita os processos de reestruturação naturais do corpo. A diminuição da dor é facilmente explicada através dos mecanismos de produção de endorfinas (provocados pelo Toque Terapêutico) o que, tem como consequência a diminuição da ansiedade e o relaxamento. Em síntese, todo este processo é intencional, direccionado de energia, durante o qual o terapeuta usa as mãos como um facilitador do processo de cura. |
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